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Pavê ou pacumê? Trocadilhos e suas ameaças ao final do ano


Família reunida em volta da mesa, excelentes pratos, tradições colocadas à prova, novos namorados/namoradas, crianças por todo canto até que sua tia chega com "A sobremesa. As mãos tremem, seus ouvidos já esperam a frase que vai cortar a faixa de final de ano. Seu tio solta: Ué, e essa sobremesa aí? É pavê ou pacumê?


E que comecem as festas. Todos final de ano é a mesma coisa: brigas por política, reencontros anuais e aquelas boas fotos a serem postadas sobre a união da família e amigos. Os eventos natalinos e de ano novo seguem uma tradição no país todo: usar o bom e velho Português para fazer piada.


Porém não são piadas simples, mas sim complexas, com um humor questionável. Piadas conhecidas como trocadilhos que, segundo o Google,

são jogos de palavras que apresentam sons semelhantes ou iguais, mas que possuem significados diferentes, de que resultam equívocos por vezes engraçados.

Sabendo disso, você pode focar no por vezes engraçados e mostrar esse detalhe para o seu tio. Quem sabe ano que vem ele não chega com uma piada diferente e que seja, de fato, engraçada, não é mesmo?


Os trocadilhos também são chamados de paranomásia, que nada mais é do que uma

figura estilística ou figura fônica que emprega palavras parônimas numa mesma frase, fenômeno este que é popularmente conhecido como trocadilho.

Independente do nome ou como você pode soar inteligente levando esta informação quase que aleatória as reuniões familiares, final do ano é sinônimo de uso linguístico desenfreado de palavras ou expressões que para alguns (poucos) podem gerar humor.


Os trocadilhos podem ir muito além apenas da sonoridade e mergulhar na ambiguidade que gera aquele incômodo entre você e seus primos adolescentes. 


Ter como um dos alimentos principais o Peru não facilita em nada sua vida quando você tem na família pessoas que, além de serem mestres em trocadillhos, adoram zombar com o fato da quantidade de coisas que essa palavra pode representar na linguagem popular.


Entende?


Aparentemente tudo que esta na mesa pode e será usado contra nós. Afinal, além da uva passa já ser uma inimiga ela também é um prato cheio para trocadilhos sobre a fluidez da vida e como tudo passa, até….


Desculpa por essa.


Final do ano é sinônimo de animação e desespero, depende da sua idade ou do número de concursos públicos que o seu primo passou.


Até que o novo ano chegue e as pessoas voltem a usar o bom e velho português para se comunicar de maneira confusa e conflitante, como adoramos fazer, o que nos sobra é uma boa e velha piada de tio.


A Langue deseja sorte, paz, união e força para você caso tenha tirado no amigo oculto (ou secreto) aquele parente de humor duvidoso.


Boas festas.



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