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Mulheres e o Empreendedorismo


O mundo está mudando, e ainda bem por isso.


As mulheres estão ocupando espaços distintos no mercado e garantindo cargos de liderança. 


Porém, nem tudo são flores.


Com o crescimento do empreendedorismo no Brasil diante da crise, as mulheres donas de casa ou mães se viram em uma realidade já corriqueira. Aquela em que as figuras femininas lidam com o que tem e tornam as complexidades cotidianos em tarefas comuns.


Cada vez mais as novas gerações se afastam das ocupações antigamente “tradicionais”para o público feminino, e mergulham de cabeça em desafios, provando que mulheres podem ser boas líderes, investidoras e até mães, mas apenas se quiserem.


Diante de tantas regras cotidianas sobre comportamento e estereótipos muito bem construídos, a batalha da mulher empreendedora está muito além dos desafios comuns do mercado.


Nós mulheres temos que provar diariamente nossa eficiência ou capacidade diante de situações anormais. Os desafios cotidianos dentro e fora de casa e a desconstrução das pequenas peças que estruturam o sexismo são batalhas cansativas, mas que estão surtindo efeito.


Será que estar preparada, quando falamos de aspectos intelectuais, é o suficiente quando se é mulher, para empreender?


Quantas vezes suas vitórias serão questionadas pelas pessoas que você anda ou as roupas que você veste?


Sabemos que viver em sociedade é ser julgado o tempo inteiro, independente de gênero. 

Mas quando falamos do gênero feminino, lidamos com questões muito mais delicadas, afinal, além de levar consigo o peso do julgamento social que chamaremos aqui de comum, também existem papéis imaginários aos quais alguns acham que as mulheres devem pertencer.


Calma, esse texto não vai trazer soluções. Caso fosse, seria um livro, ou uma tese, quem sabe um manual para empresas usarem no seu dia a dia.


Esse texto é uma reflexão sobre as cargas levadas pelas mulheres, em um mundo até então dominado por homens, que ocupam esse espaço já desafiador e criaram regras bem definidas sobre quem deve ou não pertencer ao mesmo ambiente.


Quando empreendemos aprendemos logo cedo que o mercado será o seu maior desafio, já que ele irá questionar tudo o que você faz.


Mas e quando esse mercado está pronto para que você consuma, mas não estruturado para que você crie?


Diversas pesquisas já mostraram que o público feminino é grande quando falamos em consumo. Já ocupamos esse espaço e decidimos por nossas compras e muitas vezes pelas compras das nossas famílias.


Mas agora, finalmente, chegou a hora de criarmos e mudarmos tudo aquilo que viemos consumindo. 


Afinal, se somos responsáveis por tarefas cotidianos que nos impuseram, por que não podemos decidir pelo que foi feito para facilitar nossas vidas?


Sobre a autora

Graduada em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos, possui experiência na área editorial, mais especificamente em linguagem, trabalhou com editores, revisores e tradutores em uma editora de publicações científicas. Conta com experiência em administração pública, dá cursos de oratória e já atuou como professora de redação. Também desenvolveu projetos sociais na área da educação e possui conhecimento amplo em Espanhol, conhecimento intermediário em Inglês e básico em Francês.

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